domingo, 6 de novembro de 2016



O dia morre na noite
Pássaros são arrancados às árvores
Num infanticídio obscuro
De guarda-sóis pelo ar
O escuro vence o claro numa batallha sem igual
Manchas compactas de ramos sem identidade
Buscam inocentes nuvens magoadas
E tombam em caldeirão fervente e rubro
Derretem ossos
Destilam medos

Esperam um novo acordar