Em tempo de quarentena...
O SILÊNCIO DO CORAÇÃO
“Passamos muito tempo a tentar pôr
em palavras o que sentimos no coração, para comunicar aos outros as nossas
paixões, emoções e amor. Frequentemente, estamos tão ocupados a tentar traduzir
o rugido do coração em linguagem que
perdemos a experiência mais profunda que o coração tem a oferecer, que é o
silêncio. Todos os poemas nascem desse silêncio e voltam a ele. Depois das
músicas cantadas, dos solilóquios proferidos,
das emoções expressas, o silêncio é o que resta. À medida que cada onda de sentimento
sobe e volta ao silêncio, temos a oportunidade de nos conectar com a vasta,
aberta e poderosa sabedoria de cura no centro silencioso dos nossos corações.”
Esta é uma tradução livre do
excerto de um texto de Madisyn Taylor que me suscitou a seguinte reflexão:
Coração é amor. Amor é
consciência. A consciência amorosa, a inteligência amorosa, mergulhamos nela no
silêncio do vazio que nos preenche. Dizem os cientistas que 90% dos átomos é composto
por espaço vazio. Nós, constituímo-nos em aglomerados de átomos, logo 90% de nós é vazio.
É silêncio. É consciência. É amor. Só precisamos de nos sintonizar com esse
campo. Só precisamos de nos dar um pouco de tempo e espaço para nos conectarmos
com o sentimento de paz e completude que reside nesse campo quântico de
inteligência amorosa e possibilidas infinitas.
Tem sido o silêncio dentro de mim
que mais tenho observado neste tempo de reclusão induzida. E o que dele levo
para o mundo pequeno da casa que me resguarda e para o mundo maior das pessoas
com quem vou interagindo, seja por via telefónica,
mensagens ou em encontros em salas
virtuais.
Sim, a tecnologia também me tem
servido. Para me manter em contacto com aqueles que me são queridos, para me inspirar
com o conhecimento e sabedoria de pessoas várias de mente intuitivamente inteligente
e coração sensível, para dar e receber aulas, para trazer a casa coisas que não
não posso ir buscar lá fora e aqui se inclui música ao vivo, filmes e...até
teatro!
Tenho é procurado que o seu ruído
não me abafe o silêncio. Raramente tenho visitado o FB, o Instagram ainda menos
e, quando o faço, são incursões cirúrgicas.
Hoje vim aqui e deixo este texto.
Deixo também a quem eventualmente
o leia o desafio, se assim sentir, de respirar para o campo do coração. E, se
sentir alegria ou tristeza, um aperto ou um acesso de ternura, envolva esses
sentimentos e sensações com a respiração, reconhecendo-os e deixando-os diluir
na inefável e imensurável consciência do ser silencioso.

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