Chegam com as primeiras chuvas, os primeiros galhos despidos pelos ventos do outono.
Afligem-se com o adormecimento no ventre da terra. Com a gravidez adiada.
Ressentem-se na saudade da promessa dos frutos maduros.
Vêm com as horas a encurtarem-se na luz esmaecida dos dias.
Inquietam-se no desassossego de cada partida.
São os dias quebrados pela cintura.
Há dias assim.
De melancolia.
E doem.

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